sábado, 3 de novembro de 2012

Inquietude (homenagem a Drummond)



Mesmo com a Internet, Smartfones, Redes Sociais, entre outros artifícios que o homem criou e criará, a impossibilidade de participar de tudo a qualquer instante, atualmente, tem sido uma das grandes dores em mim. 
Sofro como se sentisse em mim, como se houvesse uma capacidade desmesurada de agir. Entretanto, na parte de ação que a vida me reserva, muitas vezes me abstenho e outras me confundo.
A ideia de que diariamente, a cada minuto, a cada segundo em cada lugar se realizam milhares de ações que me teriam profundamente interessado, de que eu certamente deveria tomar conhecimento e que entretanto jamais me serão comunicadas - basta para tirar o sabor a todas as perspectivas de ação que encontro `a minha frente. O pouco que eu posso obter não compensaria jamais esse infinito perdido - o conhecimento raso não me satisfaz. 
Nem em consola o pensamento de que, entrando na confrontação simultânea de tantos acontecimentos, eu não pudesse sequer validá-los, quanto mais interpretá-los ou mesmo tomar de cada um o aspecto singular, o tom e o desenho próprios, um porção, mínima que fosse, de sua peculiar substância, incorporando-os ao meu repertório intelectual.  Dummond, nossa limitação física não permite processar tudo a todo instante. 
Da sua época para a minha muito mudou, menos a nossa Inquietude. 
Ao homem do futuro este legado. 
A você um rosa.

Vivência LimitadaA impossibilidade de participar de todas as combinações em desenvolvimento a qualquer instante numa grande cidade tem sido uma das dores de minha vida. Sofro como se sentisse em mim, como se houvesse em mim uma capacidade desmesurada de agir. Entretanto, na parte de ação que a vida me reserva, muitas vezes me abstenho e outras me confundo. [...] A ideia de que diariamente, a cada hora, a cada minuto e em cada lugar se realizam milhares de ações que me teriam profundamente interessado, de que eu certamente deveria tomar conhecimento e que entretanto jamais me serão comunicadas — basta para tirar o sabor a todas as perspectivas de ação que encontro à minha frente. O pouco que eu pudesse obter não compensaria jamais esse infinito perdido. Nem me consola o pensamento de que, entrando na confrontação simultânea de tantos acontecimentos, eu não pudesse sequer registrá-los, quanto mais dirigi-los à minha maneira ou mesmo tomar de cada um o aspecto singular, o tom e o desenho próprios, uma porção, mínima que fosse, de sua peculiar substância. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'Confissões de Minas'

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Quebra de Estereótipo




Dia 17/10/12 fui visitar a Escola EE JOÃO BATISTA BRITO (RUA ROSA D´ÂNGELO PISAPIA, 115 VL.YARA CEP: 06020-040 OSASCO-SP).




Encontrei uma escola autônoma, segura, organizada e equipada, dentro dos limites financeiros aos quais dispõem. 

Toda a equipe envolvida em dar aos alunos uma educação de qualidade. 

Além disto, todos da escola, cada um com sua função, procuram atender aos alunos de maneira muito atenciosa e profissional. Experimentei a merenda e esta se mostrou de muita qualidade. 

A Escola é limpa tem projetos ótimos, gostaria de registrar alguns que mais gostei: o Painel de Incentivo à escrita (Maravilhoso, quero voltar e ler todas as redações lindamente ilustradas e conversar sobre elas com seus autores), o laboratório de ciências e o sistema de câmeras para segurança, entre outros. 


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Estágio Fundap

TELA DA AVALIAÇAO
Hoje eu reli minha avaliação sobre o Estágio que eu fiz na FUNDAP.
Resolvi compartilhar com vocês, porque não tenho certeza que fui "ouvida".

Acredito que uma discussão a respeito do dinheiro/tempo/dedicação/etc gasto com esse programa, além da sua importância para Administração Pública Paulista, merecem atenção.

Um programa tão bom como esse, não se concretiza. Pois os estagiários quando estão adaptados têm que sair porque os Estado não os Efetiva. Sei que isso exige uma mudança nas leis, mas essa não é a questão.

Os dois lados perdem: ESTADO e ESTUDANTE.

O primeiro perde um profissional treinado e motivado a trabalhar, muitas vezes com energia, knowhow  e disposição para inovação, caracteristicas estas almejadas pela Administração Pública.

O segundo perde seu tempo, pois a experiência adquirida não lhe dá emprego. Eles perdem a oportunidade de estagiar no setor privado, onde há a possibilidade de efetivação após a conclusão do curso, gastando seu tempo/esfoço/etc estagiando no setor público.
Depois de formados, resta aos ex-estudantes as entrevistas (que muitas vezes exige experiência profissional na área específica de atuação) ou os concursos públicos, disputadíssimos na atualidade.

O dinheiro público e infraestrutura organizacional (Divulgação, site, RH, etc.) poderiam ser melhor empregados em um programa melhor de GERAÇÃO DE EMPREGO. Não algo paliativo, de curta duração como é o programa da Fundap.

TEMOS QUE PENSAR MAIS A LONGO PRAZO, REFLETIR SOBRE NOSSAS POLÍTICAS PÚBLICAS. ATÉ QUE PONTO O MARKETING SE TORNA MAIS IMPORTANTE DO QUE OS RESULTADOS?

Não estou contanto os prováveis estágios "pro-forma", onde não há compromisso em nenhuma das partes, esses não contam na análise. Mas sei que existem. Muitos colegas de curso comentam que não tinham nada para fazer ou aprender no estágio. Outros diziam que existiam estagiários que ficam fazendo atividades particulares ou enrolando para a hora passar...

Uma ressalva final, a estrutura do programa do ponto de vista organizacional é perfeita, desde a seleção, acompanhamento, pagamento, contrato, interatividade, comunicação, entre outros.

Muito além de estatísticas  (números),  meu questionamento é sobre o PRODUTO EFETIVO de tudo isso? 










domingo, 19 de agosto de 2012

Formatura Etec Cepam 2012

Dia 17/08/12 foi a Formatura da 3ª Turma de GP na Etec Cepam, uma construção em favor da Ética e Profissionalização da Gestão Pública no Estado de São Paulo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Revista Escola Pública

Fui entrevistada pela Revista Escola Pública neste ano (mar/2012), abaixo o link:


http://revistaescolapublica.uol.com.br/textos/26/o-que-cursar-257914-1.asp

Completando a minha fala na reportagem, implantei planilhas on-line (google docs) para dinamizar o processo de emissão das Certidões de Tempo de Contribuição no  NAP - Núcleo de Administração de Pessoal da DEOSASCO - Diretoria de Ensino de Osasco.
A equipe mantém a planilha atualizada, assim são gerados indicadores (em tempo real) do fluxo de documentos, categorizados por status, destino, data de entrada, entre outros.
No futuro esses dados poderão ser usados como base para geração de gráficos de análise de indicadores.


sábado, 14 de abril de 2012

Buraco


Hoje vou contar a história de um Buraco. Você o conhece? Já ouviu falar?
Ele nasce pequenino, quase imperceptível – um ponto. É tão irrisório  que, a princípio, dificilmente alguém nota. Quer saber porque ele surge? A resposta é meio óbvia - ele encontra um espaço.
Inicialmente o Buraco é considerado sem importância, e, começa lentamente o processo do seu alojamento. Como as pessoas andam muito ocupadas, não o percebem: “O que esse buraquinho pode fazer de mal?” imaginam; “Nada, aparentemente nada” constatam; “Sou inteligente e bem resolvido, o que um simples buraco pode me afetar” concluem.
Então o Buraco se instala,  todos convivem com ele, afinal, não incomoda ter um buraco,  perante todos “os sapos que temos que engolir” diariamente.
O tempo passa, o Buraco começa a crescer. Chegando a um estágio que  não dá mais para negá-lo. Intuitivamente surge uma necessidade de preenchê-lo. Alguns colocam leituras e cursos, outros, ginástica e meditação. Por fim, têm aqueles que usam o trabalho, a família ou as compras. Cada um coloca o que pode, o que lhe é conveniente. Porém, o Buraco é implacável e continua aumentado mesmo assim, fica tão grande que as essas coisas já não são suficientes para tirar a sensação de vazio que ele causa.
Nesta fase, o Buraco chega a tomar a dimensão de uma pessoa.  Quando, magicamente, surge um amigo. Um amigo perfeito, do tamanho exato do Buraco. Rapidamente  este amigo é encaixado e  tudo fica bem. Eu diria mais, maravilhoso! O problema termina. Que sensação boa é ter um amigo, incondicionalmente amigo, imparcialmente amigo, “disponivelmente” amigo.  
Contudo, de uma hora para outra, o amigo decide partir, sem muitas explicações - simplesmente vai. Ele pode alegar que era o “combinado” ou que surgiu uma oportunidade qualquer. Nesta hora o vácuo do Buraco te suga e você fica lá dentro se questionando do porquê que isso aconteceu.




sábado, 17 de março de 2012

Magicamente, cria-se vida onde não há


Em 2011 participei do Projeto Redigir da ECA/USP (http://projetoredigir.com/2011/12/sabado-de-manha-com-chuva-o-que-te-faria-sair-da-cama/), no link a reportagem da formatura.
Por um motivo técnico (lei de Murphy?) meu texto não saiu no Jornal do projeto. Ele foi lido para os colegas e em um congresso de projetos de Extensão Universitária no RS, neste mesmo ano.
Como se dá o processo criativo? Ele é alimentado.
Durante um semestre: escrevi; li; pensei; discuti; revi; aprendi; relembrei; compartilhei; comuniquei.
Descobri o poder que tem uma caneta!

O Fim e os Meios

Constatei que alguns Meios, para se conseguir atingir um Fim, vão (com o passar do tempo) crescendo e ficando tão complexos que atrapalham o resultado final. Neste cenário, em vez de tornarem-se instrumentos para atingir um resultado, transformam-se em entraves e problemas.
O foco se perde totalmente e os Meios são a razão de existir, algo mais importante que engole todo o resto, inclusive o porquê e o propósito de tal atividade estar sendo feita.
Assim, gasta-se tempo e esfoço para os Meios sejam bem executados, precisos e lógicos.
O grande paradoxo está em  o Fim tornar-se coadjuvante.